Quarta-feira, Novembro 04, 2009

DA SÉRIE: TURUS NO BRASIL

Bom, em julho estávamos no Brasil e fomos no Mineirão ver o Galo jogar.

Poderia ser um jogo comum se não fossem alguns detalhes:

1- no dia anterior o Cruzeiro tinha perdido pro Estudiantes a Libertadores (gente, eu não me canso de rir cada vez que eu me lembro disto. A cidade parecia que estava festejando a final da copa do mundo e no fim do jogo, parecia um grande velório. Foi bom demaaaaaaaaaaaaaaaaaaais!)

2-era a primeira vez que meus sobrinhos iriam a um jogo de futebol no Brasil (que sorte a deles de ir exatamente no jogo do Galo)

3-o Mineirão estava L O T A D O e o Galo ganhou de 2 x 0 do São Paulo. Foi tudo perfeito demais.

Ainda por cima meus pais e meu irmão foram e os amigos e primos e todo mundo querido.

concentração antes do jogo. Todo mundo esperando Mário César e cia.

Mamãe, Ju, Quelzinha, papai, Bruno, Isabela, Mário César, Ana Flávia, Pipe lindo, 5crianças, Dani, Aninha, Tavinho e Suzana = festa!!!!

A tia ensinando o que é bom pros sobrinhos.




Como se tudo isso não bastasse, ainda comi o tropeirão que tanto me faz falta!!!
E viva o Mineirão com seu tropeirão!


Terça-feira, Novembro 03, 2009

OS BOMBONS E O JOÃO

Já contei pra vocês aqui a história do meu cunhado e sobrinhos meio brasileiros meio americanos.

E esses dias postei aqui no blog o vídeo do João tocando bateria maravilhosamente bem.

Mas o melhor é este vídeo dos meus bombonzinhos assistindo ao João tocando. Vale a pena ver e morrer de vontade de agarrar e dar uns beijos.

Rebs, mostra pro João e conta que a fama dele já é internacional.

Divirtam-se

video

MASSACRE DE RUANDA

Ontem, depois do meu curso, voltei pra casa conversando com uma colega. Ela se chama Mcline e é de Ruanda.
Ela já tinha mencionado que vivia em Ruanda durante a guerra civil que ficou conhecida como o evento mais trágico da segunda metade do século passado. Eu, curiosa que sou, perguntei se ela se importava de me contar como tudo aconteceu.

Mcline contou que ela tinha dezesseis anos e era uma "tutsi". Ela me explicou toda a história que vocês podem ler aqui. Ela disse que no dia D, seu pai via o jornal na tv quando ficou sabendo que o presidente tinha sido assassinado. Na hora ele desligou a tv e disse que isso era uma catástrofe. Mandou que sua mulher e filhas pegassem o mínimo necessário e então todos fugiram, de pijama, para a embaxada da Tanzânia, que ficava próxima a casa deles.

Duas horas depois os guerrilheiros estavam na casa deles, procurando todo mundo pra assassinar. Explodiram tudo com uma granada. Mcline disse que chorou quando viu os escombros porque ela pensou nas fotos. Seu pai olhou pra ela e disse que eles estavam vivos e era isso que importava.

Depois disso ela disse que eles passaram fome e depois os franceses vieram e levaram todos pra um campo de refugiados. Não sei quanto tempo isso tudo durou porque estava tão impressionada que queria simplesmente que ela continuasse sua narrativa.

Então, enquanto estavam lá no campo, uma organização canadense foi e os trouxe pra cá, junto com outras centenas de família. Ela disse que tiveram sorte porque eles simplesmente deramn o visto canadense pra eles. Depois corrigiu: "deram não, a gente depois teve que pagar a passagem de avião". Ela falou meio rindo porque sabia que pagar uma passagem de avião não era nada perto do risco de ter que viver num campo de refugiados na África esquecida.

Perguntei à ela sobre a família: "meus pais e irmãs estão todos aqui comigo. Mas perdi muitos tios e primos. Teve uma prima minha que morreu com machadadas na cabeça. Ela teve sorte." Ela viu meu olhar arregalado. "É sim. Minha tia, sabe o que eles fizeram com ela? Deram um cortezinho nos dois punhos e nos dois nos tendões de aquiles e deixaram ela lá sangrar até morrer. Minha outra prima, amarraram ela numa árvore e colocaram gasolina e atearam fogo nela viva. Dava pra ouvir seus gritos."

"Quando eu vejo os reponsáveis serem hoje julgados por crimes de guerra eu olho e penso que é muito pouco por tudo o que eles fizeram. Eles não simplesmente assassinavam as pessoas. Faziam questão de serem bem cruéis. Eles dizem que foi uma revolução do dia pra noite mas é mentira. Foi coisa pensada. Eles tinham listas de todo mundo que iriam matar com nome e endereço. Os hutus matavam também hutus. Eles entravam na casa dos hutus e mandavam eles irem matar também. Se dissessem não, eram assassinados como os outros."

"Antes falar disso me fazia chorar mas hoje (dá de ombros). Hoje até assisto filmes sobre o que aconteceu. É passado e é minha história." Falei com ela que a gente até estuda isso na escola mas ouvi da boca dela dá outro sentido à história.

Minha estação chegou e eu me despedi. Desci e vim andando com a cabeça rodando. Ainda vou colocar uma foto dela aqui pra vocês verem como ela é bonita. É miudinha mas tão forte.
Fiquei pensando em como estar aqui nos permite estar em contato com várias culturas e como isso é rico. Aliás, é uma das maiores riquezes da experiência de estar aqui. E estar com alguém que viveu a história, que participou e teve a vida marcada é ... chega a ser uma honra.

Mcline hoje ocupa um lugar especial no meu coração. E eu vou falar isso pra ela!!!!

Segunda-feira, Novembro 02, 2009

HORÁRIO DE INVERNO

Do dia 31 pro dia 01, o horário de verão foi embora e com ele o último fio de esperança de dias gostosos e quentinhos. C'est fini, acabou. E ontem já começou a lasqueira: 17:30h da tarde e tudo escuro.

Agora vamos assim até fevereiro quando gradativamente o sol começa a se pôr mais tarde. Nessa época, pra quem acorda cedo como eu, 7h da matina ainda é noite. E em dezembro, 16:30h também é noite. Cresce também o número de pessoas com depressão e, junto, o número de suicídios por aqui. O clima da cidade muda junto com o humor coletivo. Ontem mesmo eu e Pipe lindo comentamos isso. Estávamos na estação de metrô e o burburinho comum deu lugar pra um silêncio sem graça. As pessoas já não sorriem tanto e vira e mexe você vê reações grosseiras por toda parte.

Pra nós sul americanos, acostumados com sol e calor, é fácil entender tanta tristeza porque passar o dia trabalhando e sair e ver que já é noite, gente, dá pra deixar qualquer um doido.
E eu sempre falo que essa é a pior parte do inverno aqui. Não é o frio cortante nem a neve. É a falta de luminosidade do sol.

Mas não temos como fugir. O jeito agora é organizar atividades adaptadas. Quero muito ir ver todas as exposições, museus e tudo que for em lugar fechado e quentinho. Vamos também fazer festival de caldos entre a gente e muita jogatina.

E em dezembro, quando a neve chegar, skiiiiiiiii. Uhuuuuuuuuuu! Amo muito!

A foto é só pra lembrar que no fim, o sol sempre volta a brilhar!!!!!
(na foto, já eram umas 19h).

Domingo, Novembro 01, 2009

ESQUECI...

... de contar que há umas 3 sextas feiras atrás, comemoramos o casamento de uma das educatrices que trabalham comigo.

A Mania é árabe e muçulmana. Ela se casou e eu, sendo do comitê social da garderie (como não poderia deixar de ser) organizei um chá de panela civilizado lá na garderie. O esquema foi simples: cada um levava uma coisa gostosa.

Foi um sucesso! Todo mundo foi e caprichou no lanchinho.


Docinhos. Não estavam só bonitos não. Estavam bom demais.

Charutos maravilhosos.

O famoso chá de menta.


A mesa bonita e gostosa.


A noiva toda toda.


O lanchinho grego.


Bom, aí que os árabes são bem parecidos com a gente nos quesitos festa e animação. Começamos dançando músicas árabes. A irmã da noiva levou uns véus pra emprestar pra gente. Lá pelas tantas me amarraram um e aí, pronto, eu não quis mais parar. As árabes amaram minha performance e falaram que levo jeito pra coisa. Tive que explicar que com uma anca deste tamanho fica fácil mexer os penduricalhos.
Quando a música árabe nos cansou, colocamos os cds das crianças e nos divertimos muito. Dancei como não dançava há muito tempo. Ri e me diverti demais.


lalalalalalalallalalalalalalalalalal!!!!!


Alibaba!!!!
E aí que no fim, depois da minha performance de matar qualquer dançarina do tchan de inveja (tô falando isso porque tô me achando e não tem ninguém pra me desmentir) ficou combinado que na próxima festa vou ensinar samba brasileiro pra todo mundo.
Ai, Jesus, e agora?

Quinta-feira, Outubro 29, 2009

FOTO ANTIGA II

A foto nem é tão antiga assim...mas é que eu vi Pipe e sua turma pequenos e me deu saudade da minha turminha pequena também. Rafael, meu irmão mais novo, sempre quis tudo pra ele. Aí não deu outra: o birrento teve que ter a fantasia do super homem mais a máscara de carnaval. Eu tava me achando e o Bruno com o colar da mamãe.

Lembro direitinho de quando íamos assim fantasiados pra escola. Lembro da empolgação da mamãe arrumando a gente.

Ai que saudades...


FOTO ANTIGA

Eu adoro foto antiga.

E essa merecia vir pro blog. Os artistas são Mário César, Luis Felipe e Ana Flávia. Não precisa nem falar que o do meio é o mais lindo e fofo. O tênis konga então, nem se fala.

Eu imagino que Tio Mário devia tá fazendo alguma gracinha pros olhinhos estarem tão vidrados.

Ai que vontade de apertar!!!!




Segunda-feira, Outubro 26, 2009



E eis que hoje começou por aqui a vacinação contra a Gripe A. Sob muita controversa, a primeira fase da vacinação começou com força total. Vai ser assim: primeiro as pessoas consideradas “grupo de risco”, ou seja, crianças de baixa idade, pessoas hospitalizadas, idosos, mulheres grávidas, pessoas com problemas crônicos de saúde e profissionais da saúde. Depois o resto da população.
Por aqui não se fala de outra coisa e as opiniões estão bem divididas. Muita gente já disse que não vai se vacinar. O medo maior é o fado da rapidez com que esta vacina foi feita. Hoje vi a entrevista de um deputado que dizia que não iria se vacinar. E ele questionava se haveria alguma indenização prevista pro caso de uma pessoa vacinada ser infectada.
O governo tem feito pressão pra que todos se vacinem. Existe uma lei recém aprovada que diz que as pessoas da área da saúde que não se vacinarem e pegarem a gripe e faltarem ao trabalho (o que é praticamente obrigatório) terão que arcar com as faltas do próprio bolso.
Há duas semanas está sendo distribuído por toda Montreal um mini caderno com explicações sobre tudo ligado à gripe: formas de prevenção, de contágio, onde receber a vacina, precauções em caso de infecção e quem faz parte do “grupo de risco”. Os proprietários imobiliários também estão sendo orientados a algumas precauções com seus imóveis como desinfetar as áreas comuns assim como objetos de uso comum dos moradores tipo corrimões, interfones, maçanetas e afins.
Isso tudo porque o inverno está chegando e com ele o medo de uma infecção em massa da população que já é tão neurótica com doenças.
Eu ainda não sei como será lá na garderie. As doenças lá correm soltas e felizes. Claro, são mais de 90 crianças juntas o dia todo e com elas os micróbios, vírus, bactérias e piolhos. Não tem jeito. Se um ficar doente, a galera vai toda ficar doente junto, tipo uma solidariedade compulsória. Acho que se o bicho começar a pegar eles vão acabar fechando a garderie por alguns dias, o que não seria de todo ruim pra mim.
Eu ainda não tô bem certa se quero me vacinar (ai, agora minha mãe tem um troço lendo isso). Mas é que tenho medo dos efeitos colaterais que ainda não são muito precisos. Dependendo é até melhor pegar a gripe e se cuidar direitinho e aí ela passa.
Bom, mas aguardemos. Quando chegar a minha vez de me vacinar, eu decido. Pode ser que até lá eles estejam mais certos sobre a vacina.
Enquanto isso, oremos e aguardemos!

Domingo, Outubro 25, 2009

FOTO HISTÓÓÓÓÓRICA

Sexta fomos na casa do Luciano e da Ila. Esquema básico: cada um leva o seu.
E foi bom demais! Há muito tempo a gente não se encontrava todo mundo junto e unido.
Rimos muuuuuuuuuito, pra variar. E comemos muito bem.

E aí, eis que o Thales, nosso amigo que tem verdadeira fobia doentia de máquina de tirar foto (podem reparar que quase nunca coloco foto dele aqui, a não ser quando tiramos a foto e ele não percebe ou está de costas. E mesmo assim é raro.) nos pede uma foto pra mostrar pra namorada. Ah, gente, isso é que é amor. A superação do medo por amor!

Olha o Thales aí entre eu e Lu. O menino tava suando e com o coração disparado. E eu e Lu tratamos de segurar ele no sofá antes que ele desistisse.

Só as meninas. A Bia não tá aí porque não acreditou que o Thales ia mesmo tirar uma foto e foi embora. Perdeu!!!!

O cara com o violão na mão era o mais gato e cheiroso.

NORTH HATLEY PARTE II

A viagem foi tão boa que vale a pena falar dela de novo.

Aqui são as fotos da câmera da Lu.

Depois vou fazer um post só pra falar do hotel que foi um espetáculo a parte.

Divirtam-se!